A eficiência no uso da água, a diversificação das origens e a reutilização de água são algumas das principais conclusões do estudo “Península de Setúbal – Resiliência Hídrica”, apresentado no dia 1 de outubro, no Cineteatro Charlot, em Setúbal, no âmbito do Dia Nacional da Água.
Promovido pela Águas de Portugal, no âmbito da estratégia “Água que Une”, o estudo avalia as necessidades atuais e futuras de água na região e identifica soluções para reforçar a resiliência hídrica do território. A apresentação contou com Francisco Narciso, da Águas de Portugal, e Rodrigo Proença de Oliveira, da Bluefocus, tendo também participado Frederico Rosa, Presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, António Carmona Rodrigues, Presidente do Grupo Águas de Portugal, e Maria do Carmo Tiago, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.
Entre as principais oportunidades identificadas está a água para reutilização (ApR), com um potencial estimado de cerca de 60 hm³ por ano, considerando efluentes urbanos e industriais. O estudo recomenda o reforço dos incentivos à sua utilização, modelos tarifários adequados e o desenvolvimento do enquadramento da rede pública de água não potável.
O reforço do conhecimento e monitorização das águas subterrâneas e a consolidação de uma estratégia integrada de abastecimento para a Península de Setúbal são outras das recomendações. Entre as soluções a aprofundar estão a criação de um sistema intermunicipal de abastecimento, a interligação dos sistemas das margens norte e sul do Tejo e a utilização de origens alternativas.
O trabalho contou com a colaboração da Agência Portuguesa do Ambiente, autarquias, universidades, instituições públicas e privadas e outros especialistas, e aponta ainda para a possibilidade de a Península de Setúbal assumir um papel demonstrador na implementação de novas soluções de gestão da água, incluindo através da preparação de um Plano Específico de Gestão da Água (PEGA).